Neste artigo para o Jornal O SERRANO, Henrique Vieira Filho trata da origem do Dia Da Mentira e dos cativantes “trapaceiros” da literatura e mitologia, como Loky, Hermes, Exu, Maui, Rei Macaco e o conto da Verdade nua e crua.
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6348, de 31/03/2023
Hoje é o Dia da Mentira! Ops, faltei com a verdade: a data correta é a de amanhã. Ou será que menti?
A tradição começou na França, em 1564, por ocasião da adoção do calendário gregoriano, quando o rei Carlos IX determinou que o ano novo passaria a ser comemorado em 1º de janeiro.
Ignorando a nova ordem, uma parcela do povo continuou comemorando na data à qual estava acostumada: 1º de abril, que passou a ser chamado de “dia dos tolos” pelo restante da população.
Santo Agostinho classificava as mentiras em oito categorias: sobre religião; as que ferem outros sem ajudar ninguém; as que ferem outros, mas ajudam alguém; as contadas pelo prazer de mentir; as contadas para agradar os outros em conversas casuais; as que não ferem ninguém e ajudam alguém; as que não ferem ninguém e salvam a vida de alguém; as que não ferem ninguém e salvam a “pureza” de alguém.
Na mais conhecida obra de Ariano Suassuna, as figuras de Chicó e João Grilo usam de todas as formas de mentira, justificadas como estratégia de sobrevivência, fazendo por merecer o perdão da Compadecida.
Tanto a literatura, quanto a mitologia são recheadas de “tricksters” (trapaceiros) cativantes, que desafiam as autoridades e a ordem estabelecida com ações as quais, mesmo que de moral discutível, conduzem a uma evolução social.
Prometeus rouba o fogo dos deuses, a favor da humanidade, assim como o polinésio Maui o fez com o sol e alimentos, e igualmente, a nossa deusa indígena caiapó Nhokpôktí.
Na China, o esperto Rei Macaco trapaceia com todos, assim como Loki, entre os nórdicos, as sedutoras Kitsunes japonesas e o nosso brasileiríssimo Saci.
Tanto Exu, das tradições africanas, quanto Hermes/Mercúrio (grego/romano) são “tricksters” com a importante missão de intermediar a humanidade junto aos deuses, traduzindo seus desígnios e cumprindo suas missões.
Um conto de autoria perdida diz que a Mentira convenceu a Verdade a tomar banho juntas e aproveitou para roubar suas roupas e sair pelo mundo, fazendo se passar pela outra. Mesmo despida, sua oposta saiu para desmentir, mas, ninguém acreditou, pois não há quem suporte a Verdade nua e crua!
Quer saber mais? Leia a edição extra, que estará nas bancas de todo o Brasil, neste 1o de abril!
Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com mais de 100 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Polo Cultural ReArte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.