Henrique Vieira Filho aborda para o Jornal O SERRANO (Nº 6287, Ano CXIV, de 14/01/2022) o artigo aborda a origem milenar dos calendários e o significado mitológico e político dos nomes de cada mês do ano.
Nosso calendário atual é povoado por deuses, imperadores e algarismos romanos!
O mês de Janeiro é dedicado ao deus Janus, protetor de todos os recomeços, representado com duas faces, uma voltada ao passado, outra, ao futuro.
“God Janus” – acrílico sobre tela
Fevereiro é o mês reservado às cerimônias de purificação e expiação denominadas Februa, em honra à divindade de igual nome.
Março é relativo a Marte, deus guerreiro. Como a primavera (hemisfério norte…) aflora no mês seguinte, o nome é Abril, que significa “abrir”, período que homenageia Vênus, Flora, Vesta e Ceres.
O mês de Maio possui variadas versões: ora deriva da deusa Maia, mãe de Mercúrio, ora pode originar de “aos Maiores” (Maius), ou seja, período dedicado aos mais velhos, aos antepassados.
Por sinal, esta versão corrobora a de que Junho (Iunius = jovens) fosse um período em homenagem aos jovens; outrossim, também pode ser atribuído à deusa romana Juno.
Os meses de Julho e Agosto homenageiam os imperadores romanos Júlio e Augusto, iniciando-se, a partir deste ponto, a nomeação sequencial numérica para os demais: Setembro (7), Outubro (8), Novembro (9) e Dezembro (10).
Na antiguidade, a passagem de ano era no solstício de inverno, após o qual, começa a declinar o frio, com todos alegrando-se por terem sobrevivido e que logo mais ocorrerá o início do calor, da abundância de recursos, do desabrochar da vida.
Ou seja, o calendário mundial é coerente com o norte da Terra, porém, no Brasil, ainda estaremos no verão!
Calendário Maia na obra “Katrina Gioconda” – acrílico sobre tela
Modernamente, continuamos a celebrar, não mais pela sintonia coletiva com a natureza à nossa volta, e sim, por adaptações religiosas às datas festivas e pela pressão comercial que impõe a todos um calendário padrão.Ainda que sem sincronia perfeita com a natureza, que se registre meus sinceros votos de um feliz 2022 a todos os leitores!
Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com mais de 100 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Polo Cultural ReArte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.