Agora virou moda: assaltar museus e bibliotecas! Se Serra Negra nem fosse tão pacata, eu ficaria preocupado; afinal, a nossa ReArte – Residência Artística é os dois (e muito mais…)!
Sabia que a Monalisa só se tornou “celebridade” depois que foi roubada? Antes, era uma ilustre desconhecida do público, mas, após seu sumiço e as mil peripécias até sua recuperação, ganhou status de ícone pop mundial!
O cinema (aliás, pessoal, também somos Ponto MIS, com exibições gratuitas de filmes) glamourizou os roubos aos museus, onde os ladrões eram charmosos e engenhosos. Criou-se tal expectativa em relação ao recente roubo no Louvre (em 2025!): disfarces, guindastes, entrada pela janela… Parecia história de Hollywood. Até que a realidade veio à tona: eram amadores, que deixaram digitais, roupas e até danificaram e perderam em um beco uma das obras mais valiosas! A incompetência salvou a história, mas expôs a falha de segurança.
E eis que essa semana, em uma ação nada sofisticada, dois assaltantes, à mão armada, invadiram a Biblioteca Mário de Andrade (e olha que escrevi sobre ela na crônica anterior!) e roubaram dois livros de arte raríssimos. O valor histórico é incalculável, mas, se fôssemos pensar em valor de mercado, seria na faixa de um milhão de reais, mas, na verdade, nem existem exemplares à venda por aí… A não ser que queiram comprar dos ladrões…
Um desses livros surrupiados é de autoria do meu xará, o Henri Matisse. Foi em seu período de combate ao câncer, já sem condições de pintar, que ele desenvolveu a técnica das colagens. Sob sua orientação, seus assistentes pintavam papéis de cores vivas que Matisse recortava, criando formas. O kit dessas obras formou o livro de arte “Jazz”, reproduzido artesanalmente pela técnica de pochoir (estêncil), com edição limitadíssima. Além da importância histórica (o Matisse se reinventando na doença), a aquisição desse exemplar pela Biblioteca Mário de Andrade foi o pontapé inicial para a criação do nosso MAM – Museu de Arte Moderna! Aliás, nem é a primeira vez que foi roubado! Ele havia sumido antes, junto com 60 livros raros, e só retornou à Biblioteca em 2015, após ser repatriado da Argentina.
O outro livro que foi levado pelos amantes do alheio, foi “O Meninos do Engenho”, de José Lins do Rego, ilustrado pelo pintor Cândido Portinari. Esse era o padrão de edição da Sociedade dos Cem Bibliófilos (amantes dos livros): grandes nomes da literatura tendo suas obras ilustradas por artistas plásticos consagrados, em gravuras artesanais (xilogravura, calcografia), em acabamento de primeiríssima qualidade e edições limitadas a poucas centenas de exemplares.
Aproveitando o “gancho” nesses acontecimentos jornalísticos, estamos preparando uma exposição de livros de artes para o início de 2026!
Como podem perceber, museus, bibliotecas e artes são interligadas e até indistintas, como no nosso caso na ReArte! Enquanto torcemos para a Mário de Andrade se recuperar, na ReArte seguimos com a missão: provar que a melhor segurança para um acervo é o povo apreciando ele!
Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com mais de 100 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Polo Cultural ReArte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.