Neste artigo para o Jornal O SERRANO, Henrique Vieira Filho, utilizando letras de marchas carnavalescas e músicas populares brasileiras, conta um caso real de alcoolismo juvenil que presenciou.
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6342, de 17/02/2023
Em uma noite desta semana, um jovem levou, ao pé da letra, a marchinha de carnaval de Moacyr Franco: “Você vai ver a grande confusão, que eu vou fazer bebendo até cair”.
Eu, como de hábito antes de dormir, olho pela sacada e percebo que estou “De Frente Pro Crime” (canção de João Bosco), pois: “Tá lá o corpo estendido no chão”!
E estava ele, só de calção, totalmente estatelado na calçada, creio que mal saído da adolescência.
Na intenção de acudir, primeiro pensei em ligar 190, mas, seria o caso da música “As Águas Vão Rolar”, que canta: “Se a polícia por isso me prender e na última hora me soltar, eu pego a saca, saca, saca-rolha e bebo até me afogar”.
Decidi pedir pela Guarda Municipal, a qual, acredito, tenha mais tato para lidar com garotada embriagada. Antes de terem tempo de chegar, eis que São Pedro chamou Jorge Ben Jor, que tocou: “Chove chuva, chove sem parar”.
A tempestade conseguiu acordar o garoto, que pensou: “levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima”. Bem que tentou, mas, percebeu que o mundo é redondo e gira, gira tanto que mal conseguia ficar de pé: “Balancê, balancê” (Gal Costa).
O jeito foi apelar para Lamartine Babo: “mamãe eu quero” e, eis que ela realmente apareceu, com seu “guarda-chuva laranja” (marchinha do grupo Validuaté).
E a merecida bronca, malcriadamente retrucada:
_ De noite eu rondo a cidade. A lhe procurar, sem encontrar.
_ É o meu dinheiro, ninguém tem nada com isso. Aonde houver garrafa, aonde houver barril, presente está a turma do funil!
_ Você pensa que cachaça é água? Cachaça não é água não!
_ Eu bebo, sim. Estou vivendo. Tem gente que não bebe e está morrendo.
Apoiado nos braços maternos, lá se foi o garoto, mesmo cambaleando, pois, afinal, “minha mãe não dorme enquanto eu não chegar”.
E assim seguiram, na voz de Elza Soares e letra de Vander Lee, “Subindo A Ladeira”.
Elis Regina sorriu, enquanto cantava “O Bêbado E A Equilibrista”:
“A esperança, dança na corda bamba de sombrinha.
E em cada passo dessa linha, Pode se machucar.
A esperança equilibrista, sabe que o show de todo artista, tem que continuar.”
Alcoolismo é coisa séria! Garoto, busque ajuda nos Alcoólicos Anônimos de Serra Negra – (19) 3234-8088.
Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com mais de 100 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Polo Cultural ReArte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.