Esta divertida crônica de Henrique Vieira Filho brinca que,Fevereiro, coitado, sempre foi o patinho feio do calendário. Enquanto os outros meses desfilam com seus orgulhosos 30 ou 31 dias, ele se vira como pode com seus míseros 28. Mas, não se engane: pequeno no tamanho, gigante na personalidade!
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6442 de 28/02/2025
Fevereiro, coitado, sempre foi o patinho feio do calendário. Enquanto os outros meses desfilam por aí com seus orgulhosos 30 ou 31 dias, ele se contenta com míseros 28. Ou 29, de quatro em quatro anos, como se fosse um prêmio de consolação.
Uma injustiça cósmica! Para piorar, foi batizado em homenagem a Februus, um deus pouco cotado no panteão mitológico, que deu nome tanto ao mês quanto à febre.
Diz a lenda que Rômulo, fundador de Roma, criou um calendário com apenas dez meses. Fevereiro nem existia! Foi Pompílio, o segundo rei romano, quem resolveu adicionar janeiro e fevereiro à contagem.
Mas, como os romanos eram supersticiosos e odiavam números pares, o pobre fevereiro, último da fila, ficou com 28 dias só para equilibrar a conta. E, como desgraça pouca é bobagem, Júlio César reformou o calendário e deu seu nome a julho, garantindo que fosse um mês robusto, com 31 dias. O sucessor, Augusto, não quis ficar para trás e também batizou agosto com seu nome – e, claro, adicionou um dia extra. E de onde veio esse dia? De fevereiro, é claro!
Assim, fevereiro virou o mês azarado do ano, sempre correndo contra o tempo. Mas, ele não se deixa abater! Pelo contrário, é um mês cheio de personalidade e truques na manga.
No Brasil, então, fevereiro é um verdadeiro mestre da malandragem! Todo mundo sabe que o ano só começa pra valer depois que ele se despede. É ele quem traz aquele gostinho de Carnaval, mesmo quando a festa insiste em pular para março – como em 2025. E, para o resto do mundo, fevereiro também é o mês do amor, com o Dia dos Namorados. Mas aqui, graças às artimanhas do publicitário João Dória (o pai, não o Júnior), resolvemos celebrar o romance em junho.
E por falar em Carnaval, quem viveu em Serra Negra nos tempos áureos sabe que a cidade já teve folias grandiosas, com carros alegóricos, blocos e multidões dançando pelas ruas. Hoje, a festa é mais modesta, mas a nostalgia ainda paira no ar, lembrando os tempos em que a cidade era um dos principais destinos carnavalescos do interior paulista.
Então, da próxima vez que você torcer o nariz para os 28 dias de fevereiro, lembre-se: ele pode ser curto, mas sabe aproveitar cada segundo. No fim das contas, é um caso de “tamanho nem sempre é documento” e fevereiro está aí para provar isso!
Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com mais de 100 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Polo Cultural ReArte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.