Mães Sobrecarregadas – Arte: Henrique Vieira Filho
Nesta matéria, o psicanalista Henrique Vieira Filho entrevista Debora Chedid sobre a Campanha Maio Furta-Cor, que visa sensibilizar a população para a causa da saúde mental materna.
Publicado resumido no Jornal O Serrano, Nº 6306, de 27/05/2022
A “glamourização” da maternidade adjetiva mulheres como “guerreiras”, camuflando o fato de que a jornada é estressante e afeta sua saúde.
A Campanha Maio Furta-Cor visa sensibilizar a população para a causa da saúde mental materna.
Neste domingo recente, as mães de Serra Negra realizaram uma marcha, encerrando com dança circular, yôga, jiu-jitsu, palestras e orientações sobre vacinação.
Compartilho com os leitores a esclarecedora conversa que tive com a organizadora da campanha serrana e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Deborah Chedid:
Henrique: O que lhe inspirou a promover a Campanha Maio Furta-Cor?
Deborah Chedid: Dar voz às mulheres e atender às suas necessidades e anseios. Além do bem estar da família em geral. Precisamos buscar meios de proteger a mulher e ao mesmo tempo fazer com que ela ocupe seu espaço de fato. Muito se fala, mas a realidade ainda nos mostra que o preconceito se faz presente. Para sermos tratadas com igualdade, precisamos ser vistas e respeitadas dessa forma. Caminho nesse sentido. Não somos mais nem menos, somos todos seres humanos.
Henrique: Qual a importância desta Campanha para Serra Negra?
Deborah Chedid: Essa é uma campanha mundial e nossa cidade precisa estar inserida em tudo que nos trará benefícios. Crescer como pessoa sempre é uma boa causa
Henrique: Existe alguma estatística ou dados, ainda que extra oficiais, dos efeitos da pandemia na saúde das mães em nossa cidade?
Deborah Chedid: Não tenho números. Mas posso lhe dizer que as mães foram afetadas diretamente. São as mulheres, em sua maioria que ficam com os filhos, fazem o trabalho de casa e ainda trabalham fora. Com a pandemia, muitas perderam seus empregos e passaram a ficar em casa buscando algo para ter uma fonte de renda. Além do trabalho em si, sem descanso semanal e ininterrupto, a preocupação com a saúde de todos e as incertezas financeiras trouxeram agravamento de problemas emocionais . Aí entra o papel de todos da família para que se possa dividir as tarefas e as responsabilidades. Dessa forma, estaremos também cuidando da saúde mental de todos.
Henrique: Para o restante do ano, existe alguma programação específica em continuidade à proposta da Campanha Maio Furta-Cor?
Deborah Chedid: Sim, iremos promover vários encontros e palestras. Além das atividades que já existem no CRAS e CREAS e Fundo Social. Nosso intuito é trabalhar toda família para promover o bem estar de todos.
Henrique: O que mais gostaria que nossos leitores saibam sobre este tema?Deborah Chedid: Essa é mais uma forma de buscarmos o acolhimento daqueles que mais precisam de nós. Falamos hoje das mulheres , mas nosso trabalho é o bem estar de toda família. Se o pai e a mãe estão bem, seus filhos também estarão. Uma família estruturada tem mais condições de encaminhar seus filhos. É isso que buscamos, uma estrutura familiar saudável para que o futuro seja melhor para todos nós.
Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com mais de 100 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Polo Cultural ReArte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.