Neste artigo para o Jornal O SERRANO, Henrique Vieira Filho nos traz as semelhanças entre a mitologia da deusa grega-romana Maia e Maria do Cristianismo, sendo a origem do nome do mês de maio, além de como a folga no Dia das Mães foi uma das primeiras vitórias operárias, predecessoras do 1o de Maio.
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6352, de 28/04/2023
Maia é uma divindade da mitologia grega-romana associada à maternidade, aos partos, à fertilidade e à flora, comumente cultuada na Primavera, razão pela qual o calendário dedica um mês desta estação em sua homenagem.
Uma das versões atribuídas à origem do nome do mês de Maio é devido a esta deusa, já que que ainda é período primaveril na Europa.
Inclusive, vem de seu nome o termo “maiêutica”, que, na medicina, é sinônimo de “obstetrícia” e, na filosofia de Sócrates, “parir ideias”, termo inspirado em sua mãe, que, assim como Maia, era parteira.
Em mais de 40 línguas, desde as de origem europeia, até as asiáticas, chamamos as genitoras com palavras iniciadas com som de “ma”!
Com o crescimento do Cristianismo, o povo sincretizou os atributos de Maia aos de Maria / Miriam, nome que tanto em sua origem aramaica, quanto em hebraico, significa “senhora soberana”.
Maia e Maria, ambas com o atributo da virgindade, engravidam de Zeus e Deus/Espírito Santo, sendo incluídas no panteão de símbolos que compõem o arquétipo universal da “Grande Mãe”.
No Século 19, a Igreja Romana oficializou o “Mês Mariano”, em que as paróquias mantém oração diária do terço e celebram a “Coroação de Maio”, em homenagem a Maria por aceitar sua missão como “mãe divina”: crianças vestidas de anjo colocam véu, palma, rosário e coroa em sua estátua, jogando pétalas ao terminar.
Muitos consideram como sendo o “Mês das Noivas”, por associarem ideais de pureza e virgindade divinais aos “pré-requisitos” (que horror!) para quem quer casar.
Não por acaso, o Dia Das Mães também é celebrado neste mês, data revitalizada pela ativista americana Anna Jarvis, no início do Século 20, em prol das mães trabalhadoras. Extrapolando ainda mais, até o Dia Do Trabalho (óbvio, além de ser a data da morte dos trabalhadores americanos que reivindicavam jornadas menores) é no mês materno, já que, no Século 17, na Inglaterra, o “Mothering Day” conquistou o direito aos operários de ter esse dia de folga para visitar suas mães.
Enfim, de todos os ângulos, o mês de maio é de exaltação ao instinto feminino de proteger e amar. E o mundo, tão carente destes cuidados, agradece!
Deusa Mãe – Goddess Maia – Arte: Henrique Vieira Filho
Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com mais de 100 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Polo Cultural ReArte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.