{"id":2542,"date":"2021-12-05T11:01:51","date_gmt":"2021-12-05T14:01:51","guid":{"rendered":"https:\/\/henriquevieirafilho.com.br\/?p=2542"},"modified":"2021-12-05T11:01:51","modified_gmt":"2021-12-05T14:01:51","slug":"a-volta-dos-festivais-de-danca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/a-volta-dos-festivais-de-danca\/","title":{"rendered":"A Volta Dos Festivais De Dan\u00e7a"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Artigo publicado originalmente no Jornal O Serrano, em 05 de novembro de 2021 &#8211; 6279 &#8211; CXIII<\/strong><\/p>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.5281\/zenodo.5759563\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/doi.org\/10.5281\/zenodo.575956<\/a><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.5281\/zenodo.5759563\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">3<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n<p><strong>Henrique Vieira Filho<\/strong> entrevista tr\u00eas grandes bailarinas originadas do interior do Estado de S\u00e3o Paulo, abordando suas carreiras e a import\u00e2ncia da volta dos Festivais de Dan\u00e7a em Serra Negra \/ SP.<\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/sN7HBZmW3vmiTh-hJSFba6Wdc6KwkF_ha7q_Mks9zWcfbpNuZmCArHzhxP4EOYxbfzQawI4dUroUg5zg34qOx_nFcshBhMDmmKRFrNA-d5zaLFuGUJY5no5nHZ6C4B2cdXzmsyMI\" alt=\"\"\/><figcaption> <strong><em>Fot\u00f3grafo: Henrique Vieira Filho &#8211; Dayana Rezende<\/em><\/strong> <\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p>No imagin\u00e1rio popular, em especial, o bal\u00e9, \u00e9 algo que s\u00f3 ocorre em grandes centros urbanos e de forma elitizada.<\/p>\n\n\n<p>Contudo, ao passear por Serra Negra, podemos constatar v\u00e1rias escolas e academias voltadas a esta arte.&nbsp;<\/p>\n\n\n<p>Eu mesmo j\u00e1 me deparei, em diversas ocasi\u00f5es, com grupos de dan\u00e7a se apresentando pelas ruas da cidade e at\u00e9 em supermercados!&nbsp;<\/p>\n\n\n<p>E lembro, ainda, dos <strong>Festivais de Dan\u00e7a<\/strong>, que ocorreram de 1992 a 2005 e, simplesmente, desapareceram!<\/p>\n\n\n<p>Para entender um pouco mais da hist\u00f3ria da dan\u00e7a em nossa regi\u00e3o e o que podemos fazer para melhorar ainda mais, entrevistei tr\u00eas grandes dan\u00e7arinas de nossa cidade (em ordem alfab\u00e9tica): <strong>Ale Brandini<\/strong>,<strong> <\/strong>atualmente no \u201cThe Masked Singer BR\u201d, exibido pela Rede Globo, <strong>Daiani Fiorire<\/strong>, do Est\u00fadio Fiorire e <strong>Dayana Rezende<\/strong>, da Cia de Dan\u00e7a Allegro, da Escola Talento.<\/p>\n\n\n<p>Compartilho com os leitores a agrad\u00e1vel conversa, a qual encerrarei com uma \u201cprovoca\u00e7\u00e3o\u201d cultural!<\/p>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n<p><strong>Henrique:<\/strong> Nossa regi\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o ou a dan\u00e7a est\u00e1 bem mais disseminada pelo Brasil, do que podemos supor?<\/p>\n\n\n<p><strong>Ale Brandini:<\/strong> A dan\u00e7a hoje em dia n\u00e3o est\u00e1 mais t\u00e3o elitizada como antigamente, onde as crian\u00e7as eram inseridas na dan\u00e7a somente atrav\u00e9s do ballet cl\u00e1ssico!&nbsp;<\/p>\n\n\n<p>Hoje, elas tamb\u00e9m podem ser inseridas em outros diferentes contextos e estilos, como as dan\u00e7as urbanas por exemplo, o que est\u00e1 sendo \u00f3timo para essa propaga\u00e7\u00e3o em pequenas e grandes cidades do Brasil.<\/p>\n\n\n<p><strong>Daiani Fiorire: <\/strong>A nossa regi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o, a dan\u00e7a est\u00e1 bem mais disseminada pelo Brasil, certamente.<\/p>\n\n\n<p>Acredito que Serra Negra poderia dar mais visibilidade, para mais artistas. Sempre s\u00e3o os mesmos artistas, fazendo as mesmas coisas pela cidade durante anos. Ultimamente, esse cen\u00e1rio tem mudado um pouco, mas ainda assim segue sendo praticamente o mesmo.<\/p>\n\n\n<p><strong>Dayana Rezende:<\/strong> Em nossa regi\u00e3o, um marco foi o Ad\u00e1gio Instituto de Dan\u00e7a, da professora Mari\u00e2ngela Maganha, que ensinou por cerca de 35 anos e a dan\u00e7a contou grande incentivo municipal, em especial, no per\u00edodo em que a cidade esteve sob a gest\u00e3o do prefeito Bimbo, a quem sou muito agradecida.<\/p>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n<p><strong>Henrique:<\/strong> Voc\u00ea, sendo uma serrana, uma pessoa do interior, o que lhe levou ao bal\u00e9, \u00e0 dan\u00e7a?<\/p>\n\n\n<p><strong>Ale Brandini: <\/strong>Fui incentivada pelos meus pais desde pequena que me colocaram nas aulas de ballet ainda no ensino infantil dentro da escola onde eu estudava! A partir da\u00ed nunca mais parei, e com o passar dos anos&nbsp; fui procurando um ensino adequado dentro do que eu queria para a minha dan\u00e7a.<\/p>\n\n\n<p><strong>Daiani Fiorire:<\/strong> Mais do que ser serrana ou uma pessoa do interior, a dan\u00e7a foi um caminho que escolhi para minha vida. Iniciei na gin\u00e1stica art\u00edstica, em um projeto social na cidade e depois minha m\u00e3e, Clarice, me apresentou o bal\u00e9 cl\u00e1ssico. Me apaixonei e depois nunca mais parei de me especializar na dan\u00e7a.<\/p>\n\n\n<p><strong>Dayana Rezende:<\/strong> \u00c9 como se j\u00e1 nascesse com essa \u201csementinha\u201d da dan\u00e7a,&nbsp; desde crian\u00e7a, dan\u00e7ava pela casa, falava de bal\u00e9 e queria ser bailarina. E teve uma amiguinha que fazia bal\u00e9 no Rio de Janeiro e me contou sobre as aulas, mostrou os passos e aquilo despertou ainda mais a vontade. Na mesma \u00e9poca, o col\u00e9gio Reino trouxe uma professora de bal\u00e9 que deu aula para n\u00f3s durante um ano e, logo a seguir, comecei as aulas no Ad\u00e1gio Instituto de Dan\u00e7a.<\/p>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n<p><strong>Henrique:<\/strong> Todo artista sonha em ter o justo retorno financeiro exercendo o que ama. Como voc\u00ea atingiu a profissionaliza\u00e7\u00e3o? \u00c9 necess\u00e1rio migrar para os grandes centros urbanos? \u00c9 poss\u00edvel viver bem de sua arte, trabalhando em Serra Negra e regi\u00e3o?<\/p>\n\n\n<p><strong>Ale Brandini:<\/strong> Me formei em Dan\u00e7a pelo curso t\u00e9cnico do Conservat\u00f3rio Musical de Amparo e sempre fiz muitas aulas, workshops e cursos de f\u00e9rias fora da cidade, principalmente depois de formada. Sempre me coloquei em muitos estilos diferentes de dan\u00e7a pois penso que hoje em dia, para trabalhar e ter sucesso voc\u00ea precisa entender e ter todas as dan\u00e7as em voc\u00ea e n\u00e3o ser apenas muito boa em um \u00fanico estilo. No meu caso fiquei em Serra Negra por anos ministrando aulas, mesmo j\u00e1 fazendo grandes trabalhos profissionais fora. Mas teve um momento que senti sim a necessidade de migrar, pois eu queria estar completamente inserida no que eu queria desenvolver para o meu futuro, que n\u00e3o era apenas ministrar aulas e coreografar festivais. Mas acho que cada um tem a sua verdade dentro da sua dan\u00e7a e o seu prop\u00f3sito de vida. Ent\u00e3o tamb\u00e9m acho que da pra viver da dan\u00e7a no interior sim, por\u00e9m visando&nbsp; um ensino bom e verdadeiro aos alunos, dentro de academias e projetos sociais.<\/p>\n\n\n<p><strong>Daiani Fiorire:<\/strong> Eu busquei a profissionaliza\u00e7\u00e3o fora de Serra Negra, posso dizer que aqui foi uma base e depois migrei para v\u00e1rios locais e estados.<\/p>\n\n\n<p>Viver da arte aqui em Serra Negra j\u00e1 foi mais complicado. No momento que voc\u00ea come\u00e7a a se valorizar, as perspectivas mudam e o modo como as pessoas te veem tamb\u00e9m. H\u00e1 anos foi disseminado uma tend\u00eancia aqui na cidade de que os artistas trabalham de gra\u00e7a. Eu, junto a Fiorire, alunos, pais e respons\u00e1veis, n\u00e3o trabalhamos dessa forma. Amamos a dan\u00e7a, fazer arte, mas assim como todo trabalho, ele deve ser valorizado e honrado como deve ser.<\/p>\n\n\n<p><strong>Dayana Rezende:<\/strong> Hoje em dia, tem at\u00e9 faculdades online, ou bem perto, em Amparo, mas na minha \u00e9poca tinha que estudar longe e assim fiz a minha gradua\u00e7\u00e3o em educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em dan\u00e7a, em S\u00e3o Paulo. As escolas de refer\u00eancia e os exames de gradua\u00e7\u00e3o continuam nos grandes centros urbanos.&nbsp;<\/p>\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel, sim, viver da nossa profiss\u00e3o aqui na cidade! Sempre estou incentivando as minhas alunas. Com 14, 15 anos eu j\u00e1 era assistente de <em>baby class<\/em>&nbsp; e logo comecei a dar aula e \u00e9 assim, tamb\u00e9m, com as minhas alunas desta idade, j\u00e1 atuando como assistentes e me ajudando eu ensinando e levando para cursos de especializa\u00e7\u00e3o para trabalhar com o bal\u00e9 infantil e assim vai come\u00e7ando, vai nascendo uma carreira.<\/p>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n<p><strong>Henrique:<\/strong> Para quem quer come\u00e7ar na dan\u00e7a, seja como lazer, seja por eventual interesse como profiss\u00e3o, quais dicas voc\u00ea daria?<\/p>\n\n\n<p><strong>Ale Brandini:<\/strong> Dedica\u00e7\u00e3o e amor! Pois assim, tanto por lazer, realiza\u00e7\u00e3o pessoal ou interesse profissional voc\u00ea encontrar\u00e1 a verdadeira excel\u00eancia da dan\u00e7a dentro de voc\u00ea, e isso se torna alegre e prazeroso. Cada pessoa tem um limite f\u00edsico e emocional e hoje em dia, n\u00e3o vemos mais um ensino t\u00e3o duro quanto antigamente! A dan\u00e7a \u00e9 para quem&nbsp; quiser usufruir de seus benef\u00edcios, seja com qualquer corpo, idade, g\u00eanero ou classe social. E dentro do n\u00edvel que cada pessoa escolher para ela, mas a dedica\u00e7\u00e3o far\u00e1 toda a diferen\u00e7a, e se ela ou ele tiver esse dom de expressar a sua verdade atrav\u00e9s da dan\u00e7a por prazer e realiza\u00e7\u00e3o, a dedica\u00e7\u00e3o n\u00e3o se torna uma obriga\u00e7\u00e3o e sim um estilo de vida que estar\u00e1 presente para sempre!<\/p>\n\n\n<p><strong>Daiani Fiorire: <\/strong>Quando falamos em aprender algo, para mim, a disciplina, amor, e a const\u00e2ncia s\u00e3o as melhores formas de se chegar ao \u00eaxito e claro, acreditar em voc\u00ea.<\/p>\n\n\n<p><strong>Dayana Rezende:<\/strong> Em primeiro lugar, se dedicar muito \u00e0s suas aulas, estudar em uma escola de bal\u00e9 que tenha os exames de gradua\u00e7\u00e3o, pois s\u00e3o muito importantes para quem deseja seguir carreira.<\/p>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n<p><strong>Henrique:<\/strong> A imagem de uma atividade elitista, em parte, se deve ao fato de ter que investir em aulas, acess\u00f3rios, dedica\u00e7\u00e3o, implicando em custo financeiro e de tempo, recursos estes escassos para fam\u00edlias de baixa renda. \u00c9 poss\u00edvel, para pessoas de baixa renda, ingressar no universo da dan\u00e7a? De que forma?<\/p>\n\n\n<p><strong>Ale Brandini: <\/strong>Acredito que hoje em dia os pequenos e grandes munic\u00edpios ofere\u00e7am muito mais projetos que visam inserir as crian\u00e7as carentes e de baixa renda em atividades culturais e esportivas. Como disse anteriormente, as crian\u00e7as podem e devem ser inseridas na dan\u00e7a atrav\u00e9s de outros tipos que n\u00e3o sejam apenas o cl\u00e1ssico, que j\u00e1 tem historicamente muitas regras e bloqueios. Isso tamb\u00e9m facilita a inser\u00e7\u00e3o de todos os g\u00eaneros na dan\u00e7a e n\u00e3o somente de meninas!<\/p>\n\n\n<p><strong>Daiani Fiorire:<\/strong> \u00c9 poss\u00edvel, a dan\u00e7a, n\u00e3o somente o Ballet Cl\u00e1ssico j\u00e1 vem rompendo com essa estrutura elitizada. Inclusive, a Fiorire desenvolve projetos sociais atrav\u00e9s da prefeitura de Serra Negra, onde crian\u00e7as de baixa renda tem acesso \u00e0s aulas gratuitas. E em muitas escolas do Brasil, h\u00e1 possibilidade do aluno ingressar com bolsas parcial ou integral.<\/p>\n\n\n<p><strong>Dayana Rezende:<\/strong> Para quem n\u00e3o tem condi\u00e7\u00e3o de pagar uma escola particular, nossa cidade tem muitos projetos gratuitos, atrav\u00e9s da prefeitura, tanto para crian\u00e7as, quanto para jovens, como para adultos. E n\u00e3o s\u00f3 com aulas de bal\u00e9 cl\u00e1ssico, como tamb\u00e9m de dan\u00e7as urbanas e outros estilos.<\/p>\n\n\n<p>A&nbsp; Cia de Dan\u00e7a Allegro da Escola Talento j\u00e1 forneceu bolsas a alunos que come\u00e7aram com as aulas no CRAS &#8211; Centro de Refer\u00eancia de Assist\u00eancia Social e demonstraram empenho e interesse em se aperfei\u00e7oar.<\/p>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n<p><strong>Henrique:<\/strong> Recentemente, ocorreu o <strong>38\u00ba Festival de Dan\u00e7a de Joinville<\/strong>.<\/p>\n\n\n<p>Serra Negra j\u00e1 realizou mais de dez festivais de dan\u00e7a, de 1992 a 2005. Como eram estes eventos? Por que foram interrompidos?<\/p>\n\n\n<p><strong>Ale Brandini: <\/strong>Participei de alguns&nbsp; Festivais da Primavera em Serra Negra. Que me lembre, eram Mostras de Dan\u00e7a e n\u00e3o competi\u00e7\u00f5es, como em Joinville. Sinceramente, n\u00e3o me lembro se os grupos se inscreviam gratuitamente ou n\u00e3o. O festival cresceu ao ponto de n\u00e3o conseguir ser feito nas instala\u00e7\u00f5es do SNEC &#8211; Serra Negra Esporte Clube e migrou para o Centro de Conven\u00e7\u00f5es. Acredito que deve ter sido interrompido por n\u00e3o ter conseguido se sustentar pelo formato de Mostra, n\u00e3o ter taxas, se tornando invi\u00e1vel. Mas, deixo claro que s\u00e3o vagas lembran\u00e7as, nessa \u00e9poca me apresentava apenas como bailarina int\u00e9rprete dentro do Grupo do Conservat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n<p><strong>Daiani Fiorire:<\/strong> Quando crian\u00e7a me lembro que haviam mais apresenta\u00e7\u00f5es. Os festivais de dan\u00e7a no clube eram muito comuns, mas tamb\u00e9m somente uma parte da popula\u00e7\u00e3o tinha acesso devido ao valor dos ingressos. Acredito que foram interrompidos devido \u00e0 recursos financeiros e pelo Covid.<\/p>\n\n\n<p><strong>Dayana Rezende:<\/strong> Quando comecei a dan\u00e7ar, ainda crian\u00e7a, havia o Festival da Primavera, com a apresenta\u00e7\u00e3o de grupos do Circuito Das \u00c1guas e de outras regi\u00f5es de S\u00e3o Paulo.&nbsp;<\/p>\n\n\n<p>No in\u00edcio, eram eventos competitivos, depois, viraram Mostras de Dan\u00e7a. Aconteciam no SNEC &#8211; Serra Negra Esporte Clube, sendo as \u00faltimas edi\u00e7\u00f5es j\u00e1 no Centro de Conven\u00e7\u00f5es, tendo sido assumidos pela Prefeitura.<\/p>\n\n\n<p>Ningu\u00e9m sabe ao certo por que foram interrompidos!&nbsp;<\/p>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n<p><strong>Henrique:<\/strong> O que<strong> <\/strong>pode ser feito para que Serra Negra se transforme em uma nova Capital Da Dan\u00e7a?<\/p>\n\n\n<p><strong>Ale Brandini: <\/strong>Pessoas locais ligadas \u00e0 arte interessadas em encabe\u00e7ar um novo projeto inteligente e sustent\u00e1vel que utilize os espa\u00e7os f\u00edsicos oferecidos pela cidade.<\/p>\n\n\n<p><strong>Daiani Fiorire:<\/strong> Acredito que seja um pouco dif\u00edcil isso acontecer, mas n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel. Por\u00e9m, antes de pensarmos em uma escala maior, se os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos da cidade valorizassem mais o nosso trabalho e dessem oportunidades para outros artistas trabalharem na cidade, isso j\u00e1 seria um bom come\u00e7o.<\/p>\n\n\n<p><strong>Dayana Rezende:<\/strong> Serra Negra, por todo esse crescimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dan\u00e7a, j\u00e1 est\u00e1 se tornando uma refer\u00eancia aqui dentro do Circuito das \u00c1guas, al\u00e9m de ser a \u00fanica cidade da regi\u00e3o que tem um teatro que comportaria a volta dos festivais!&nbsp;<\/p>\n\n\n<p>Os pr\u00f3prios profissionais de dan\u00e7a da regi\u00e3o, que j\u00e1 participam de festivais, como este recente, em Joinville, podem ajudar na elabora\u00e7\u00e3o deste projeto e na capta\u00e7\u00e3o de jurados \u201cde peso\u201d, organizar por estilos de dan\u00e7a\u2026<\/p>\n\n\n<p>Nosso teatro s\u00f3 precisa de manuten\u00e7\u00e3o e terminar os camarins e a rede hoteleira \u00e9 ampla o suficiente para receber os bailarinos, seus familiares e todo o p\u00fablico aficcionado.<\/p>\n\n\n<p>Temos estrutura para receber um grandioso festival e seria muito bom para a cidade, tanto na \u00e1rea da cultura, quanto do turismo! Seria, assim, um passo gigantesco!<\/p>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n<p><strong>Henrique:<\/strong>&nbsp; Agrade\u00e7o a voc\u00eas pela participa\u00e7\u00e3o e parabenizo pela dedica\u00e7\u00e3o \u00e0s Artes, ainda mais nestes per\u00edodos recentes de isolamento!<\/p>\n\n\n<p>Mais do que fazer bem \u00e0 nossa alma, as atividades culturais igualmente beneficiam e movimentam a economia, gerando novos postos de trabalho, atraindo milhares de turistas, lotando hot\u00e9is, restaurantes e o com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n<p>J\u00e1 contamos com os artistas e com a infra-estrutura, por isso, lan\u00e7o o desafio: que voltem os Festivais!<\/p>\n\n\n<p><strong>Biografias (em ordem alfab\u00e9tica):<\/strong><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/MGMCpYfOngxVwWTV3aO02o2ACQ6FgnMM27iA38zVHkVEKFPaneRdOx_DKvzerwBmBBwOskeDrlqJ2qM8hlRmWs6MPfhT66X16PH8eplHGdaM_Op7Uv-5MdIkIswsNUbdeaMRWSYm\" alt=\"\"\/><figcaption> <strong><em>Foto divulga\u00e7\u00e3o &#8211; Ale Brandini<\/em><\/strong> <\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p><strong>Ale Brandini <\/strong>\u00e9 core\u00f3grafa, professora e bailarina com forma\u00e7\u00e3o em Dan\u00e7a pelo Conservat\u00f3rio Musical Integrado de Amparo.<\/p>\n\n\n<p>Com&nbsp; experi\u00eancia e dom\u00ednio em ballet, jazz, dan\u00e7as urbanas, dan\u00e7a de sal\u00e3o e <em>ballroom dance<\/em>. Ministra aulas a mais de 20 anos.<\/p>\n\n\n<p>&nbsp;Atuou como <em>ensemble<\/em> no Musical \u201cMamonas o musical\u201d. Dan\u00e7ou com in\u00fameros nomes da m\u00fasica brasileira e coreografou shows e clipes musicais. Fez parte do quadro de profissionais do programa de dan\u00e7a &#8220;Dancing Brasil&#8221; da Record TV, desde a primeira temporada e atualmente \u00e9 assistente de coreografia do programa.<\/p>\n\n\n<p>Atualmente fez parte do elenco de bailarinos do programa \u201cThe Masked Singer BR\u201d exibido pela Rede Globo.<\/p>\n\n\n<p>Coreografa os musicais da nova novela do SBT (Poliana Mo\u00e7a)<\/p>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/K0HMIeS36W8slRqgU4k0RT3pS0IKLBOtuwZuKj7qXIxA0_q2X11jnhwt_fbIa4lPs0XrB3A4ISno0chWI00cFDj_7QSwXoa-6dVrAnFXtw1E5EYg_lGeWJujkNPD_wnOhYjOWIuT\" alt=\"\"\/><figcaption> <strong><em>Foto divulga\u00e7\u00e3o &#8211; Daiani Fiorire<\/em><\/strong> <\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p><strong>Daiani Fiorire <\/strong>\u00e9 bailarina profissional registrada pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e graduada em Dan\u00e7a pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS). Professora-Artista e Pesquisadora em Dan\u00e7a, atua legalmente e profissionalmente na \u00e1rea da Dan\u00e7a h\u00e1 9 anos.<\/p>\n\n\n<p>&#8220;Desenvolvo a dan\u00e7a para al\u00e9m da atividade f\u00edsica, per se, mas como uma escolha em levar a vida mais leve e en\u00e9rgica prezando a responsabilidade e o cuidado em manter a sua pr\u00f3pria ess\u00eancia em movimento.&#8221;<\/p>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/1fzknyhYACJs10kkk7YROoXxjLNDHGM0bPkHnrcFN7wlaGqfUv5dQKxt5QutZeWV8PZaR-lstriaMTp7Pbv-peXRM1aMUhNsYwwRSRWDf7skbVONxjVZw_Iy9okLkbNrWUcV84s9\" alt=\"\"\/><figcaption> <strong><em>Fot\u00f3grafo: Henrique Vieira Filho &#8211; Dayana Rezende<\/em><\/strong> <\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p><strong>Dayana Rezende<\/strong> \u00e9 bailarina profissional, forma\u00e7\u00e3o:&nbsp; Grade Advanced da Metodologia Royal Academy of Dance (Escola Lina Penteado\/ Campinas), pela Metodologia Cubana pelo Pas de Cuba, Cuballet e Escola Paula Castro, Forma\u00e7\u00e3o Metodologia Vaganova, pela Escola Bolshoi Joinville, em andamento.<\/p>\n\n\n<p>Graduada em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica pela Fesb, P\u00f3s-Graduada em Dan\u00e7a e Consci\u00eancia Corporal pela Gama Filho (S\u00e3o Paulo). Bailarina Cl\u00e1ssica e professora de Dan\u00e7a a 20 anos, j\u00e1 atuou em v\u00e1rias escolas e projetos sociais da cidade de Serra Negra e regi\u00e3o, entre elas, Academia Ponto da Dan\u00e7a (Amparo), Adagio Instituto de Dan\u00e7a (Serra Negra e \u00c1guas de Lind\u00f3ia), projeto e associa\u00e7\u00e3o Fazendo Arte (Amparo).&nbsp;<\/p>\n\n\n<p>Professora do Projeto de Ballet Cl\u00e1ssico do CRAS da Secretaria de Assist\u00eancia Social de Serra Negra e professora de Dan\u00e7a do Grupo da Melhor Idade, h\u00e1 doze anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n<p>Core\u00f3grafa, fundadora e diretora da Cia de Dan\u00e7a Allegro da Escola Talento, na cidade de Serra Negra, j\u00e1 somam doze anos, representando a cidade em Festivais de Dan\u00e7a e Eventos pela regi\u00e3o e outras localidades.<\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Re Arte 2020 - Coreografia - Sereias\" width=\"1400\" height=\"788\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YtxT4DxeZtU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Re Arte 2020 &#8211; Evento que integra diversas Artes, incluindo, a dan\u00e7a<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo publicado originalmente no Jornal O Serrano, em 05 de novembro de 2021 &#8211; 6279 &#8211; CXIII<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2542,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_sitemap_exclude":false,"_sitemap_priority":"","_sitemap_frequency":"","_daextrevo_audio_file_creation_date":"","_daextrevo_text_to_speech":"","_daextrevo_document_type":"","footnotes":""},"categories":[11,12,13,4],"tags":[9],"tnc_tax_6799":[],"tnc_tax_6188":[],"class_list":["post-2542","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-noticias","category-artigos-de-fabiana-vieira","category-jornal-o-serrano","tag-henrique-vieira-filho"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2542","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2542"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2542\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2542"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2542"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2542"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2542"},{"taxonomy":"tnc_tax_6799","embeddable":true,"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_tax_6799?post=2542"},{"taxonomy":"tnc_tax_6188","embeddable":true,"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_tax_6188?post=2542"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}