{"id":4704,"date":"2025-02-03T10:57:12","date_gmt":"2025-02-03T13:57:12","guid":{"rendered":"https:\/\/henriquevieirafilho.com.br\/?p=4704"},"modified":"2025-02-03T10:57:12","modified_gmt":"2025-02-03T13:57:12","slug":"fevereiro-agua-abaixo-ironia-acima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/fevereiro-agua-abaixo-ironia-acima\/","title":{"rendered":"Fevereiro: \u00c1gua Abaixo, Ironia Acima!"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>Em Serra Negra, fevereiro chega com chuva, atrasa o Carnaval e ironiza as promessas de ano novo. Uma cr\u00f4nica bem-humorada de <strong>Henrique Vieira Filho<\/strong>.<\/td><td>Publicado resumido no Jornal O SERRANO, N\u00ba 6439 de 07\/02\/2025 <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><br>Fevereiro \u00e9 aquele m\u00eas que chega sem avisar, como um domingo \u00e0 noite, meio indeciso, meio cansado.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O otimismo de janeiro, que brilhou como os fogos de artif\u00edcio do r\u00e9veillon, j\u00e1 come\u00e7a a ratear. As promessas de ano novo, firmes e confiantes no dia 1\u00ba, agora encaram a dura realidade: a academia virou um enfeite no d\u00e9bito autom\u00e1tico, a dieta foi sabotada por um rod\u00edzio de pizza, e o planejamento financeiro naufragou no IPTU, no IPVA e em um boleto que voc\u00ea nem lembra do que se trata!<\/p>\n\n\n\n<p>E, em 2025, a coisa fica ainda mais at\u00edpica: fevereiro veio, mas o Carnaval\u2026 n\u00e3o. O Brasil, que segundo a sabedoria popular s\u00f3 come\u00e7a depois da folia, est\u00e1 em compasso de espera. Estamos todos numa esp\u00e9cie de ensaio geral, um purgat\u00f3rio tropical onde ningu\u00e9m sabe se j\u00e1 pode ser produtivo ou se ainda tem direito a postergar decis\u00f5es importantes para \u201cdepois do Carnaval\u201d \u2014 que, veja bem, s\u00f3 ser\u00e1 em mar\u00e7o!<\/p>\n\n\n\n<p>Serra Negra tamb\u00e9m sente o impacto. Em qualquer outro ano, j\u00e1 estar\u00edamos vendo foli\u00f5es se infiltrando entre turistas de terceira idade que vieram tomar um banho de \u00e1guas medicinais (e n\u00e3o conseguem encontrar onde fazer).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O bloquinho competiria com o passeio de telef\u00e9rico e os confetes se misturariam ao cheiro do caf\u00e9 fresco das fazendas. Mas, agora? Agora fevereiro est\u00e1 assim: meio vazio, meio esperando. O com\u00e9rcio ainda nem colocou os adere\u00e7os carnavalescos nas vitrines, pois o ritmo ainda n\u00e3o embalou. O pessoal dos hot\u00e9is olham a lista de reservas com um ar de quem abriu o presente errado no amigo secreto.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, como se fevereiro j\u00e1 n\u00e3o fosse confuso o suficiente, S\u00e3o Pedro (ou seria a deusa ind\u00edgena Amanaci?) resolveu entrar na brincadeira e mandou chuva acima do normal para a \u00e9poca!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Chove tanto que at\u00e9 as promessas de um ano mais ensolarado est\u00e3o come\u00e7ando a derreter! Os turistas olham para os guarda-chuvas vendidos nas lojinhas e percebem que, desta vez, n\u00e3o s\u00e3o apenas souvenires. O telef\u00e9rico, coitado, parece um barco fantasma subindo e descendo na neblina, e os bloquinhos de Carnaval \u2013 quando finalmente chegarem \u2013 talvez precisem de botes infl\u00e1veis para desfilar.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, como tudo na vida, fevereiro tamb\u00e9m passa. As \u00e1guas v\u00e3o baixar, os confetes v\u00e3o voar, e o Carnaval, quando enfim chegar, trar\u00e1 aquela explos\u00e3o de cor e alegria que reacende at\u00e9 as esperan\u00e7as mais cansadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E, quem sabe, com um pouco de sorte, mar\u00e7o traga um sol mais generoso e um recome\u00e7o menos capenga!<\/p>\n\n\n\n<p>Porque, se tem uma coisa que o brasileiro domina, al\u00e9m de adiar planos e se reinventar, \u00e9 encontrar motivos para celebrar \u2013 mesmo quando o ano s\u00f3 decide come\u00e7ar de verdade l\u00e1 pelo terceiro m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ilustra\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXehmjd-10zr1VJUZ5xK6el8B2eWGjvlGDvKssFgY-voghIvUp-bi7pIOm7bYaYeZLv_5uCgUG6-vDallvPRbfbcT-BaQKxsjHko9GiPvqjaq_3I3sifMdDu6Z1XXnO6aDz56gLRCVMxDmXXJmy_ft8?key=1BQr-JWS58vHUos_WRRUrUS6\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Arte: Chuva Carnavalesca &#8211; Artista: Henrique Vieira Filho<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Serra Negra, fevereiro chega com chuva, atrasa o Carnaval e ironiza as promessas de ano novo. 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