{"id":4983,"date":"2025-07-01T07:33:36","date_gmt":"2025-07-01T10:33:36","guid":{"rendered":"https:\/\/henriquevieirafilho.com.br\/?p=4983"},"modified":"2025-07-01T07:33:36","modified_gmt":"2025-07-01T10:33:36","slug":"teu-cristo-no-alto-parece-abracar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/teu-cristo-no-alto-parece-abracar\/","title":{"rendered":"Teu Cristo no Alto Parece Abra\u00e7ar"},"content":{"rendered":"\n<p>Serra Negra tem seu Cristo. E n\u00e3o \u00e9 for\u00e7a de express\u00e3o \u2014 \u00e9 concreto, estrutura e fosforesc\u00eancia!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ali, fazendo anivers\u00e1rio, no alto do <strong>Pico do Fonseca<\/strong>, ele se ergue desde <strong>6 de julho de 1952<\/strong>, quando foi inaugurado com missa campal, discurso de deputados e a f\u00e9 de uma cidade que, com orgulho e uma taxa criativa de hospedagem, bancou sua pr\u00f3pria vers\u00e3o do Redentor.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia n\u00e3o veio de anjos nem de vis\u00f5es celestiais, mas do <strong>Serra Negra Moto Clube<\/strong>. Sim, o projeto mais devoto da cidade surgiu entre aceleradas e escapamentos. Foi o presidente do clube, <strong>Joaquim da Silva Lima<\/strong>, quem prop\u00f4s. Com apoio do ent\u00e3o prefeito e da caneta da C\u00e2mara Municipal, a imagem prevista para 5 metros, cresceu para 12. Com o pedestal, chegou a <strong>17 metros<\/strong>, somando <strong>92 pe\u00e7as de concreto armado<\/strong> e <strong>80 toneladas de peso espiritual e c\u00edvico<\/strong>. \u00c0 noite, banhado por refletores, brilha como milagre urbano gra\u00e7as \u00e0 camada de massa fosforescente.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquela \u00e9poca, tudo custou <strong>CR$ 350.000,00<\/strong> \u2014 uma fortuna ent\u00e3o, hoje algo entre <strong>R$ 400 mil e R$ 1,9 milh\u00e3o<\/strong>, dependendo se voc\u00ea corrige com base em sal\u00e1rio m\u00ednimo ou no INCC da constru\u00e7\u00e3o civil. O que n\u00e3o muda \u00e9 a import\u00e2ncia simb\u00f3lica: o Cristo de Serra Negra foi, desde sempre, mais que pedra \u2014 foi <strong>gesto de f\u00e9 coletiva<\/strong>, escultura de um querer popular.<\/p>\n\n\n\n<p>Se hoje h\u00e1 uma \u201cCristol\u00edmpiada\u201d competindo Brasil afora \u2014 Encantado (RS) com 43,5 metros, Rio de Janeiro com seus 38, Cambori\u00fa, El\u00f3i Mendes, Taubat\u00e9 na cola \u2014 o nosso Cristo serrano segue ali, firme, <strong>sem competir, mas sempre acolhendo<\/strong>. Porque sua grandeza est\u00e1 na do\u00e7ura, n\u00e3o na altura!<\/p>\n\n\n\n<p>Este ano, no m\u00eas de seu anivers\u00e1rio, volto o olhar novamente para ele \u2014 e o vejo, n\u00e3o s\u00f3 na montanha, mas tamb\u00e9m na tela e na can\u00e7\u00e3o. Uma de minhas pinturas retrata esse Cristo, que tamb\u00e9m \u00e9 capa do meu mais recente livro. E uma de minhas can\u00e7\u00f5es (rec\u00e9m lan\u00e7ada) o celebra:<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Teu Cristo no alto parece abra\u00e7ar&#8230; \u00c9 doce, \u00e9 singelo e se faz encantar&#8230;&#8221;<\/em><em><br><\/em> <em>&#8220;Nos bra\u00e7os teus quero sempre voltar.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Esse abra\u00e7o simb\u00f3lico do Redentor serrano<\/strong>, fixado entre o c\u00e9u e o verde, permanece. Um gesto aberto \u00e0 cidade, aos turistas, aos que chegam e aos que nunca partiram.Porque em Serra Negra, onde <strong>a luz do entardecer descansa o olhar<\/strong> e a f\u00e9 tem cheiro de mato e som de can\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um Cristo que brilha. <strong>E abra\u00e7a. Sempre!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/henriquevieirafilho.com.br\/EP_Serra_Negra\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Clique aqui para ouvir as m\u00fasicas!<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/henriquevieirafilho.com.br\/EP_Serra_Negra\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXf2sLOF2GoAzVD_T5a8fCqPn3PKqraHiq9laCKrRDAylo8-ET7LfrTUzqivAVzHc8nzx6oqtLkWlu73F53V-AQKvt6612HpMyn1Ww4AomWgaGh_dGgdakm4I27j9y_mrTDFm23U5Q?key=mzR08CuDuB2u6599EMVY4A\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No anivers\u00e1rio da est\u00e1tua do Cristo Redentor de Serra Negra, esta cr\u00f4nica relembra sua origem inusitada no Moto Clube local, a constru\u00e7\u00e3o ousada com concreto fosforescente e a f\u00e9 que moveu uma cidade. Comparando com outros Cristos do Brasil, a reflex\u00e3o mistura hist\u00f3ria, m\u00fasica e arte para mostrar que, aqui, o que vale n\u00e3o \u00e9 a altura \u2014 mas o abra\u00e7o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4983,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_sitemap_exclude":false,"_sitemap_priority":"","_sitemap_frequency":"","_daextrevo_audio_file_creation_date":"","_daextrevo_text_to_speech":"","_daextrevo_document_type":"","footnotes":""},"categories":[11,198,199,4],"tags":[404,405,406,407,408,409,9,410,411,412,413],"tnc_tax_6799":[],"tnc_tax_6188":[],"class_list":["post-4983","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-artigos-e-noticias","category-artigos-publicados","category-jornal-o-serrano","tag-aniversario-da-estatua","tag-arte-e-fe","tag-construcao-historica","tag-cristo-e-cultura","tag-cristo-redentor-de-serra-negra","tag-cronica-sobre-serra-negra","tag-henrique-vieira-filho","tag-historia-da-cidade","tag-massa-fosforescente","tag-moto-clube","tag-turismo-religioso"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4983","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4983"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4983\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4983"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4983"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4983"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4983"},{"taxonomy":"tnc_tax_6799","embeddable":true,"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_tax_6799?post=4983"},{"taxonomy":"tnc_tax_6188","embeddable":true,"href":"https:\/\/rearte.com.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_tax_6188?post=4983"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}