Neste artigo para o Jornal O Serrano, Henrique Vieira Filho fala das milenares lendas que deram origem ao horóscopo chinês e as curiosas diferenças entre os dragões das mitologias orientais e ocidentais.
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6393, de 23/02/2024
Ainda que o calendário gregoriano/comercial sirva de parâmetro comum em todo o mundo, cada cultura se reserva o direito de manter vivo os seus próprios e tradicionais meios de medir a passagem do tempo.
Assim como no Brasil, “o ano só começa depois do Carnaval” (brincadeira, pessoal!) também na China, onde, faz poucos dias, iniciou o ano novo, regido por um de seus símbolos mais fascinantes: o Dragão!
Diz a lenda que Buda convidou todos os animais para comemorar a passagem de ano, tendo comparecido só doze: além do regente de 2024, também o Rato, o Boi, o Tigre, o Coelho, a Serpente, o Cavalo, a Cabra, o Macaco, o Galo, o Cão e o Porco. Em agradecimento pela presença, a divindade concedeu a cada um a governança de um ano, sucessivamente, por toda a eternidade.
Desta forma, o animal regente dita as tendências dos acontecimentos de seu período e quem nasce sob seu signo, herda suas qualidades, bem como seus “defeitos”.
Ora, onze deles encontramos na natureza e temos uma razoável ideia de como eles se comportam, enquanto que o décimo-segundo, o Dragão, por não existir, abre um infinito leque de possibilidades para nossa imaginação!
Trata-se de um símbolo tão arraigado no inconsciente coletivo que, praticamente, todas as civilizações têm sua versão do réptil alado!
Até mesmo a mitologia Tupi-Guarani nos brinda com a Boiarara, uma poderosa cobra alada, do elemento fogo, muito semelhante ao Quetzalcoatl, dos Astecas.
Via de regra, mesmo entre povos distantes geograficamente, as características de cada ser lendário, suas histórias e atributos são idênticos, fenômeno este profundamente estudado pelo psicanalista Carl Jung e trazido ao grande público pelos documentários do mitologista Joseph Campbell.
Uma exceção é justamente o Dragão: enquanto sua versão oriental é heróica, mágica, poderosa, justa, um verdadeiro mestre, a sua contrapartida ocidental é quase oposta!
Nas lendas européias, o réptil alado vive infernizando aldeias e castelos, colecionando tesouros, raptando principescas donzelas, dentre outras vilanias!
Por essas gritantes diferenças, um simboliza a sabedoria, enquanto o outro, que vive acumulando tudo sem nem se dar conta que não pode consumir, tornou-se sinônimo da avareza!
Ilustração:
Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com mais de 100 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Polo Cultural ReArte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.