No Dia Internacional do Riso, Henrique Vieira Filho reflete sobre o poder transformador de uma boa gargalhada. Em tempos de tantas preocupações, rir é mais do que diversão — é resistência, cura e uma forma de nos reconectarmos com a leveza da vida. “Solte essa risada presa no peito!” é o convite do autor para um mundo onde o riso é mais presente, mais coletivo e mais sincero.
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6436 de 1701/2025
Dizem por aí que o riso é o melhor remédio. Concordo! Embora nunca tenha visto farmácia distribuir gargalhadas em comprimidos…
Em 18 de janeiro, celebramos o Dia Internacional do Riso. E, convenhamos, um dia para rir deveria ser feriado mundial — porque nada abala mais o inimigo do que a sua risada!
Em tempos de agendas lotadas e preocupações constantes, rir parece ter se tornado artigo de luxo.
Mas, o riso, meus amigos, é gratuito, contagiante e universal! É a música que todo mundo entende sem precisar de legenda. Ou, como dizia o humorista Victor Borge, “a gargalhada é a distância mais curta entre duas pessoas”.
Não é à toa que a frase “Rir é uma coisa muito séria” carrega tanta sabedoria. O dramaturgo italiano Eduardo De Filippo popularizou a ideia ao dizer: “Ridere è una cosa seria”.
Ele acreditava que o humor, além de divertir, revela verdades profundas sobre a vida. Filósofos como Aristóteles já apontavam que o riso é uma ferramenta essencial de interação humana, e o médico Patch Adams demonstrou que o riso tem poder terapêutico. Assim, rir não é apenas diversão: é cura, crítica social e expressão de humanidade!
Imagine se, por decreto, todo mundo tivesse que dar uma boa gargalhada pelo menos três vezes ao dia. Que revolução seria essa! Problemas se dissolveriam como açúcar na água, discussões seriam substituídas por piadas e até reuniões de condomínio seriam suportáveis.
“Mais vale um riso frouxo do que um choro apertado”, já diziam nossas avós.
“Rir de tudo é coisa dos tolos, mas não rir de nada é coisa dos chatos”, ensinou Erasmo de Rotterdam.
O problema é que, à medida que envelhecemos, esquecemos como rir de nós mesmos. As crianças riem cerca de 300 vezes por dia. Os adultos, em média, apenas 17. Onde foi que perdemos o fio dessa piada chamada vida?
Talvez tenhamos começado a levar tudo muito a sério. O trânsito, os boletos, a politicagem… Esquecemos que a vida também é brincadeira.
“O homem sofre tão terrivelmente no mundo que foi obrigado a inventar o riso.” – Friedrich Nietzsche.
Por isso, proponho uma pausa na rotina para uma sessão de gargalhadas. Não precisa de motivo. Ria porque sim, porque está vivo, porque ainda pode rir!Então, vamos lá: solte essa risada presa no peito! E, se alguém perguntar por que você está rindo à toa, responda com um sorriso: “Porque eu sei que quem ri por último… é porque não entendeu a piada!”
Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com mais de 100 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Polo Cultural ReArte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.