Neste bem humorado artigo para o Jornal O SERRANO, Henrique Vieira Filho relata como o inverno era temido e vivenciado na antiguidade, incluindo as histórias de Despina, deusa do frio e sua irmã, Perséfone e, na atualidade, tudo isso virando atração turística.
Publicado resumido no Jornal O Serrano, Nº 6308, de 10/06/2022
Henrique Vieira Filho e seu artigo para o Jornal O Serrano
Publicado resumido no Jornal O Serrano, Nº 6308, de 10/06/2022 e na íntegra em https://henriquevieirafilho.com.br/2023/06/13/o-inverno-esta-chegando/
DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.8032584
Não era apenas no seriado “Game Of Thrones” que a frase acima apavorava a todos.
Na antiguidade européia, sobreviver ao período de frio era um desafio intenso. Afinal, a deusa Perséfone ainda estava no submundo, com seu marido Hades e só quando voltasse à superfície é que traria consigo a primavera.
Também culpavam sua irmã, a deusa Despina: negligenciada desde o nascimento, se vinga nas águas tão queridas por seu pai, Poseidon e na vegetação, obra-prima de sua mãe, Deméter, congelando tudo!
Despina, A Deusa Do Inverno – Arte: Henrique Vieira Filho
Seu nome grego era sinônimo de inverno e, para ficar ainda mais gelado, casou-se com Bóreas (deus do vento norte, da aurora boreal) e há quem diga que tiveram um filho, cujo nome, Kryos, significa… frio!
A Frozen, da Disney, é uma singela amadora perto dela!
Nada como um século após o outro: antes tão temida e desprezada, mas, agora, os empreendedores aqui da região aguardam ansiosamente a volta da Despina!
Tanto é que convidaram ela e a família para soprar por aqui (de leve, claro…) e, com isso, ironicamente, aquecer o mercado turístico.
Multidões de apaixonados por temperaturas mais baixas passeiam por nossas montanhas, em merecidas férias, apreciando cafés e chocolates quentes, massas em molhos fervilhando, guloseimas com calorias mil e os pores-do-sol mais incríveis que só no inverno que a deusa/ninfa Hespéra consegue carregar com tantas cores ardentes e vívidas!
Aproveitem! Mesmo assim, muita atenção, pois, o que diferencia inverno de inferno é apenas uma letra, fácil de digitar errado se não cuidarmos de nossa saúde: agasalhem-se, bebam água da fonte e caminhem bastante por nossas montanhas!
E seja bem-vinda, minha cara Despina!
Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com mais de 100 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Polo Cultural ReArte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.