O Festival do Café Especial do Circuito das Águas Paulista, em Águas de Lindóia, foi uma celebração de sabores, saberes e, para mim, de encontros surpreendentes.
A minha obra, a Nossa Senhora do Café, foi recebida com entusiasmo pelos expositores e visitantes, que se encantaram com a história por trás da “padroeira” dos cafeicultores. No entanto, a festa era mais abrangente. Além dos amantes do café, havia outros expositores, com suas delícias douradas e macias: mel e queijos!
Eis que, nas conversas, descobri que, assim como o café tem sua santa, o mel e o queijo também têm um padrinho. Na mitologia greco-romana, ele é Aristeu, o guardião das abelhas e, ao mesmo tempo, aquele que ensinou aos homens a arte da apicultura e, acreditem, a fabricação do queijo.
A lenda conta que, em um de seus encontros, Aristeu se encantou com a ninfa Eurídice, esposa de Orfeu. Ao tentar fugir do assédio, a ninfa acabou sendo picada por uma cobra e faleceu.
Para vingar a morte de sua colega, as ninfas, enfurecidas, fizeram todas as abelhas do mundo desaparecerem! Para reverter a tragédia e, de quebra, fazer as pazes com os ofendidos, Aristeu teve que compensar o casal com muitas oferendas.
Vai ver, presenteou-lhes com uma fornada quentinha de pão de queijo mineiro, incrementada com uma geléia de mel! E ainda bem que a compensação deu certo, pois as abelhas logo voltaram à natureza, e, com elas, a doçura e a vida.
Na versão menos poética, a história do queijo é um “causo” que começa por acidente. Na Antiguidade, os homens transportavam leite em cantis, que nada mais eram que estômagos de animais. O ácido estomacal acabava por “talhar” o leite, transformando-o em uma pasta de maior durabilidade e sabor.
Escritos antigos mostram que sumérios e egípcios já consumiam a iguaria, e até na Bíblia há passagens em que o queijo é ofertado a anjos e soldados. O Império Romano o elevou à nobreza com a inclusão de fungos, e na Idade Média, os monges europeus, entre orações e a produção de vinhos, o manufaturavam em seus mosteiros.
Hoje, mesmo com a industrialização, aqui no Circuito das Águas, somos privilegiados por nossas águas minerais, ar puro e terra fértil, o que nos permite rivalizar com a renomada Serra da Canastra!
E tudo fica ainda mais irresistível quando servido com os cafés especiais da região e, mais ainda, se passarmos uma geléia de mel e café. Para arrematar, um pequeno chocolate com recheio de semente de café torrado.
Uma combinação tão divina que faria o próprio Aristeu ficar com água na boca!
Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com mais de 100 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Polo Cultural ReArte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.