Neste artigo para o Jornal O SERRANO, Henrique Vieira Filho nos alerta que a busca da perfeição pode impedir de aproveitar as oportunidades da vida, como as que teve como terapeuta, artista plástico e, agora, como jornalista que comemora sua 100ª crônica publicada neste jornal
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6374, de 29/09/2023
Era o início dos anos 90 e estava eu palestrando em um grande congresso internacional, sediado em Águas de Lindóia, sobre um tema que, à época, só os profissionais conheciam: Terapia Floral de Bach. Mostrava as incríveis “coincidências” (sincronicidades) entre as lendas seculares, os nomes populares das plantas e suas utilidades para a saúde.
O público interrompia (mal educados, hein!) querendo saber em que livro eles poderiam ler sobre essa abordagem incomum e eis que retruquei que “é pesquisa minha, não tem na literatura”, sendo “cortado” (de novo!) sob o coro: “Queremos livro, queremos livro!”.
Este foi o impulso que faltava para eu superar a desculpa de que “ainda não está perfeito” e lançar, via Editora Pensamento / Cultrix, este que foi o primeiro de uma sequência de vinte livros sobre terapia e arte.
Assim também foi com as minhas pinturas, gravuras e fotografias: se continuasse adiando até alcançar o nível de um Salvador Dalí, teria ficado sem viajar pelo mundo, realizar cerca de 80 exposições e conhecer tantas pessoas interessantes.
Nosso pintor maior, Cid Serra Negra, é um excelente exemplo de que é possível “conquistar o mundo” (mesmo sem dinheiro…), com talento e dedicação.
Nunca deixe o medo de falhar lhe impedir de tentar!
Na verdade, um erro pode até agregar valor maior, como ocorre no seleto mundo dos colecionadores: um problema de fabricação torna o objeto ainda mais raro e, portanto, mais valioso! Este é o caso de moedas comuns, mas que apresentam imagens invertidas ou sinais transpassando o lado, ou trechos irregulares e que, justamente por isso, atingem cifras milhares de vezes maiores do que seu preço original!
E daí vem a explicação do título deste artigo: se eu fosse esperar atingir a “perfeição”, jamais teria tido o prazer e a honra de atingir a marca de cem crônicas publicadas aqui, neste jornal!
O que realmente sei é que devo agradecer ao Jornal O Serrano, que também não esperou eu atingir o patamar de um Veríssimo, de um Millôr Fernandes, para me convidar a participar da equipe de colunistas!
As mídias impressas (cada vez mais raras) já são consideradas patrimônios culturais da humanidade e sou muito grato por participar dos 116 anos de história deste jornal.
Meu muito obrigado a você, que nos lê, por apoiar e relevar até alguma eventual imperfeição da minha parte. Afinal, como já alertava o filósofo Voltaire: “Toda perfeição é um defeito”.
Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com mais de 100 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Polo Cultural ReArte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.