Nosso calendário é feito de datas que nos convidam à reflexão — e o Dia Nacional das Artes, celebrado em 12 de agosto, é um desses convites irrecusáveis.
Afinal, a arte é muito mais do que um passatempo ou uma visita ocasional ao museu. Ela é bálsamo e engrenagem. É elo e sustento. É aquilo que nos conecta ao que há de mais essencial em nós mesmos.
Durante o silêncio da pandemia — entre incertezas, medo e isolamento — foi a arte quem nos estendeu a mão. Foi o livro que nos levou para outros mundos, o filme que nos fez rir (ou chorar), a música que acalentou nossos dias, a dança que traduziu em gestos aquilo que as palavras não conseguiam dizer.
Naquele tempo suspenso, a cultura se revelou um verdadeiro porto seguro, o mais eficaz dos remédios contra a solidão. Mais do que nunca, a arte se provou uma poderosa ferramenta de saúde e bem-estar — capaz de curar o espírito e reacender a esperança.
Mas sua importância vai além da alma e do coração. A arte também move engrenagens concretas: é motor da economia, alavanca do turismo, geradora de emprego e renda.
Nesse ponto, o mestre Ariano Suassuna nos oferece um norte luminoso:
“Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa.”
E que bom que é assim. Sua defesa apaixonada da arte como missão de vida não exclui, mas complementa, a sua utilidade prática. O lado romântico e o lado pragmático da arte não se opõem — se completam.
A arte é, talvez, o melhor exemplo de que beleza e utilidade podem — e devem — andar de mãos dadas. A cada centavo investido em um festival, uma exposição ou um espetáculo, há retorno financeiro, movimentação da cadeia produtiva, geração de empregos e fortalecimento do comércio local.
Serra Negra, com todo seu potencial turístico, precisa enxergar isso com mais clareza. O turismo de bem-estar e o turismo cultural têm crescido no mundo todo, atraindo visitantes em busca de experiências singulares — e quem oferece cultura, oferece identidade, emoção e memória.
Nesse cenário, o artista é mais que criador: é protagonista. Não é apenas quem pinta, toca, escreve ou dança. É também quem gera movimento, renda, valor e pertencimento. Sua obra — seja uma tela, uma canção, uma peça, um corpo em cena — é um atrativo que enriquece a paisagem e fortalece a identidade local.
Neste 12 de agosto, celebremos o artista em todas as suas formas: o pintor, o músico, o escritor, o dançarino, o ator. Eles são os visionários que nos apontam novos caminhos, os terapeutas da sensibilidade, os empreendedores da beleza.
A arte é a prova viva de que a estética e a prática, o sensível e o concreto, podem coexistir em harmonia. E que bom é saber que temos olhos (e alma) para reconhecê-la!
Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com mais de 100 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Polo Cultural ReArte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.