Neste artigo, o Artista Visual e Psicanalista, Henrique Vieira Filho, aborda este período de diversão e igualmente de trabalho para artistas, organizadores e de toda uma rede que se beneficia economicamente da cultura, tais como o setor hoteleiro, de alimentação, transporte, dentre outros.
Publicado resumido no Jornal O Serrano, Nº 6293, de 25/02/2022 e na íntegra em https://henriquevieirafilho.com.br/2022/03/01/o-outro-lado-do-carnaval
DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.6320592
Minha relação com o Carnaval é ambivalente.
Por um lado, fico feliz, pois sempre sou chamado para entrevistas, devido aos meus estudos sobre rituais antigos. Ao lado de sambistas e passistas, minha figura (às vezes, até usando terno…) contrasta nas mesas redondas televisivas.
Contudo, eu não consigo frequentar as festividades, pois tenho uma condição chamada misofonia, onde sons altos, barulhos, desafinações, literalmente causam enorme desconforto.
Foi como artista plástico que passei a conhecer um outro lado desta festa popular: o financeiro.
Como parte do processo criativo para retratar uma querida socialite carioca, pesquisei suas preferências de cores, padrões, estilo de vida, filosofias e constatei que se tratava de uma grande carnavalesca!
Além do prazer em desfilar como destaque em escolas de samba, um outro fator estava presente: parte de seus rendimentos têm origem em seu trabalho como promoter de eventos de luxo, como os grandes bailes paralelos ao carnaval de rua.
Em homenagem à uma das mais queridas socialites e promoter carioca, a tela apresenta a deusa Isis sob um prisma de Carnaval, que é uma de suas grandes paixões.
As atividades culturais, além dos seus benefícios como entretenimento, também são sustento para um exército de trabalhadores de todas as camadas sociais, além de repercutir positivamente no setor de turismo, com as prestações de serviços, comércio, hospedagem, alimentação, transporte…
Eu mesmo, no silêncio do ateliê, também me beneficio, trabalhando com pintura corporal e retratos, como nas imagens que ilustram este artigo.
Existe, até mesmo, um grande mercado voltado ao público que prefere “sumir do mapa” nestas épocas. Só tenho a agradecer os rendimentos que conquistei ministrando cursos, palestras e vivências em retiros de carnaval, como terapeuta.
Enfim, assim que a pandemia permitir, seja a trabalho ou lazer, fico na torcida pelo retorno do Carnaval, nos anos futuros!
Versões clássicas de Arlequina e Mulher Maravilha pintadas diretamente no corpo das carnavalescas
Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com mais de 100 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Polo Cultural ReArte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.