Serra Negra tem seu Cristo. E não é força de expressão — é concreto, estrutura e fosforescência!
Ali, fazendo aniversário, no alto do Pico do Fonseca, ele se ergue desde 6 de julho de 1952, quando foi inaugurado com missa campal, discurso de deputados e a fé de uma cidade que, com orgulho e uma taxa criativa de hospedagem, bancou sua própria versão do Redentor.
A ideia não veio de anjos nem de visões celestiais, mas do Serra Negra Moto Clube. Sim, o projeto mais devoto da cidade surgiu entre aceleradas e escapamentos. Foi o presidente do clube, Joaquim da Silva Lima, quem propôs. Com apoio do então prefeito e da caneta da Câmara Municipal, a imagem prevista para 5 metros, cresceu para 12. Com o pedestal, chegou a 17 metros, somando 92 peças de concreto armado e 80 toneladas de peso espiritual e cívico. À noite, banhado por refletores, brilha como milagre urbano graças à camada de massa fosforescente.
Naquela época, tudo custou CR$ 350.000,00 — uma fortuna então, hoje algo entre R$ 400 mil e R$ 1,9 milhão, dependendo se você corrige com base em salário mínimo ou no INCC da construção civil. O que não muda é a importância simbólica: o Cristo de Serra Negra foi, desde sempre, mais que pedra — foi gesto de fé coletiva, escultura de um querer popular.
Se hoje há uma “Cristolímpiada” competindo Brasil afora — Encantado (RS) com 43,5 metros, Rio de Janeiro com seus 38, Camboriú, Elói Mendes, Taubaté na cola — o nosso Cristo serrano segue ali, firme, sem competir, mas sempre acolhendo. Porque sua grandeza está na doçura, não na altura!
Este ano, no mês de seu aniversário, volto o olhar novamente para ele — e o vejo, não só na montanha, mas também na tela e na canção. Uma de minhas pinturas retrata esse Cristo, que também é capa do meu mais recente livro. E uma de minhas canções (recém lançada) o celebra:
“Teu Cristo no alto parece abraçar… É doce, é singelo e se faz encantar…”
“Nos braços teus quero sempre voltar.”
Esse abraço simbólico do Redentor serrano, fixado entre o céu e o verde, permanece. Um gesto aberto à cidade, aos turistas, aos que chegam e aos que nunca partiram.Porque em Serra Negra, onde a luz do entardecer descansa o olhar e a fé tem cheiro de mato e som de canção, há um Cristo que brilha. E abraça. Sempre!
Clique aqui para ouvir as músicas!
Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com mais de 100 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Polo Cultural ReArte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.