O Dia Nacional do Escritor, 25 de julho, é a data perfeita para um brinde àqueles que transformam letras em vida.
E se a gente pudesse convidar todos os grandes nomes da literatura brasileira para uma festa? Seria uma algazarra de talentos, uma verdadeira roda de conversa onde o humor e a homenagem andariam de mãos dadas.
A começar por Guimarães, cujas palavras brotam, feito Rosa, e até a Coralina se Cora de tanta beleza e simplicidade mineira.
Arando os Campos da sabedoria, Haroldo compunha cada verso, enquanto o afiado Machado de Assis mais do que assistia, cortava a madeira que alimenta a chama da inspiração. E a prosa, essa sim, sem arestas, de tão limada por Lima Barreto. Para completar o cenário, o Bilac, nosso Olavo, lavando a alma de todos os presentes com um banho de poesia.
Imagine a festa com o tão Amado, Jorge nos fazendo se sentir na Bahia. E logo ali, um Augusto, que dos Anjos é o mais inspirado! E, feito estátua grega no meio dos Matos, o Gregório pairava com ar de mistério.
E o que dizer dos Azevedos? A acidez da azedura de Aluísio e Álvares, cada um a seu modo, temperando o encontro.
E a pergunta infame: que Mário? O de Andrade, aquele que invade, com e sem vaidade, São Paulo e seus múltiplos Brasis.
E a clareza de Clarice Lispector, inspetora de cada palavra, de cada silêncio. E o nosso caro Carlos, o profundo Drummond que, em sua verdade de Andrade, desvenda o mundo e talvez nos lembrasse de uma pedra no meio do caminho.
Nessa grande família, a Cecília Meireles, relés imortal da poesia, leve como um sopro, mostrando que a beleza merece toda a atenção. E o Manuel, com sua Bandeira de versos livres, nos ensinaria que a liberdade é a maior das sinfonias.
Em cada um de nós, em cada Pessoa há um pouco de Fernando, uma heteronímia que pesa na reflexão e na descoberta. E a escrita graciosa de Graciliano deixaria seus Ramos de sabedoria, oferecendo sombra e ensinamento.
Por fim, como tudo é rico com o Érico, tudo tão Veríssimo que saltaria das páginas, provando que a literatura é o espelho mais fiel da vida.
Enfim, vamos aproveitar esta data para celebrar a essência da palavra. Que esses grandes nomes, que nos fazem rir, chorar e refletir, continuem a ser a voz que ecoa por cada canto do Brasil, abrindo novos mundos a cada livro!
Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com mais de 100 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Polo Cultural ReArte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.